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Empresas da região investem em tecnologias para o pré-sal

Cerca de mil empresas do Vale podem ser beneficiadas; Petrobras já iniciou encomenda de produtos de fabricação local

Arthur Costa
São José dos Campos

Com o início da exploração do pré-sal no litoral brasileiro, empresas da região apostam na produção de tecnologia para participar ainda mais desse processo.

A estimativa do Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) é que cerca de 1.000 empresas do Vale do Paraíba e região possam ser beneficiadas com as atividades no Oceano Atlântico.

A cadeia produtiva do setor deve movimentar R$ 150 bilhões. Na região, algumas empresas já comercializam seus produtos a pedido da Petrobras, estatal responsável pelos estudos e exploração do pré-sal.

É o caso da CVD Vale, de São José. A empresa produz uma broca com diamante sintético, uma tecnologia desenvolvida na região para perfuração de superfícies.

“O princípio de perfuração é diferenciado. Esse diamante sintético permite uma durabilidade muito maior do que a de brocas convencionais”, explica o proprietário da CVD, Vladimir Jesus Trava Airoldi.

Pós-doutorado na Nasa (Agência Espacial Americana), Airoldi começou a produzir a tecnologia em 2005. Dois anos depois, a Petrobras iniciou um contato a fim de financiar o desenvolvimento de protótipos. Depois de testes em rochas, a intenção da estatal é utilizar o produto no pré-sal.

“Somos a única empresa no hemisfério sul a desenvolver essa tecnologia”, conta Airoldi. Da fábrica em São José, a tecnologia é levada a uma empresa contratada pela Petrobras para montar o protótipo de cerca de um metro de altura e 40 centímetros de diâmetro.

Produção. “As perspectivas de negócios aumentaram bastante desde o descobrimento do pré-sal”, afirma Valter Ricardo Schade, sócio-proprietário da Navcon, outra empresa de São José a desenvolver equipamentos para estudos do pré-sal.

Com suporte da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Navcon produz tecnologias de boias que medem movimento das ondas e condições atmosféricas.
O produto é utilizado para definir onde haverá a instalação de plataformas. O sistema já foi exportado para o Golfo do México, região que sofre com furacões e tempestades. 
Com a tecnologia produzida em São José, é possível prever condições adversas, prevenindo acidentes nas plataformas de petróleo.

Organização. O Cecompi tenta há dois anos formar um APL (Arranjo Produtivo Local) voltado para a área de petróleo e gás natural. 

A intenção é reunir as empresas da região para facilitar o desenvolvimento de novas tecnologias aos moldes do APL do setor aeroespacial do próprio Cecompi.

“Temos toda uma cadeia produtiva para ser desenvolvida. Além de empresas que desenvolvem seus próprios produtos, temos possibilidade de negócios na manutenção das plataformas” afirma o diretor-executivo do Cecompi, Agliberto Chagas. 
A expectativa é que a criação do APL do petróleo e gás seja concluída em 2012.


Maior desafio é treinar a mão-de-obra
São José dos Campos

A mão de obra especializada é um dos principais entraves para o processo de crescimento do país no setor de petróleo e gás.

De olho na expansão da cadeia produtiva da área, as instituições de ensino da região preparam cursos especializados no setor.

A demanda vai desde profissionais para a construção de gasodutos --como o que liga Caraguatatuba a Taubaté-- a engenheiros de produção.

Estimativa dos profissionais da área de petróleo e gás é que faltam 200 mil profissionais qualificados no mercado.

O prazo mínimo para a formação de um engenheiro é de cinco anos, sem contar o período de treinamento.

Oportunidade. Na região, quatro instituições de ensino oferecem cursos voltados ao setor de petróleo e gás.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) lançou no início deste semestre o MBA (Master in Business Administration) em gestão de Petróleo e Gás.

Em Caraguatatuba, o Centro Universitário Módulo disponibiliza o curso técnico de graduação Petróleo e Gás, com duração de 6 semestres.

Já a Unitau e a Univap oferecem cursos de pós-graduação relacionados a engenharia.

 

 

 

September 4, 2011 - 04:03

 

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